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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Esporte Hipismo movimenta 4,6 bilhões de reais e cresce 50% em cinco anos

O hobby virou profissão: Maria Luiza Giugni treina a modalidade volteio no Clube Hípico de Santo Amaro

O hobby virou profissão: Maria Luiza Giugni treina a modalidade volteio no Clube Hípico de Santo Amaro

por Fernando Moraes

Todos os fins de semana, cerca de 2 000 paulistanos trocam seu reino por um cavalo. Eles pegam a estrada rumo a um dos 470 centros equestres do estado, boa parte deles localizada em um raio de 100 quilômetros da capital, em cidades como Cotia e Aldeia da Serra, para disputar algum campeonato de hipismo. Esse grupo, formado em sua maioria por amadores, pouco tem a ver com os primeiros praticantes do esporte. Criada na Europa no século XVI como prática de guerra, a equitação ganhou adeptos entre a nobreza e a aristocracia, sobretudo a inglesa, em atividades como a caça à raposa. A primeira competição olímpica de hipismo ocorreu nos Jogos de Paris, em 1900. De lá para cá, muita coisa mudou.

Os principais centros hípicos do país, que funcionavam como clubes fechados, abriram as portas de suas cocheiras para não sócios. É o caso da Sociedade Hípica Paulista, no Brooklin Novo, cujo centenário de inauguração será celebrado em 2011. Não é preciso desembolsar 90 000 reais pelo título, como fez o casal Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, e sua mulher, a bilionária Athina Onassis, para usufruir a estrutura do local. Pelo menos parte dela.

Em 2008, a estudante Maria Luiza Sue Ogata, de 10 anos, iniciou aulas de salto por lá. “Enquanto suas colegas de escola fazem balé, minha filha pratica equitação”, conta a mãe, Claudia. “Eu disputo provas em alguns fins de semana”, diz a menina, que encara obstáculos de até 40 centímetros de altura. Como no hipismo homens e mulheres competem em pé de igualdade e não há distinção de idade, Maria Luiza tem a consultora de importação e exportação Danyella Gonçalves, de 31 anos, há três meses matriculada no curso, como colega de picadeiro. Nesse tempo, Daniella atesta ter sentido mudanças no corpo. “Minha barriga secou e os músculos das pernas enrijeceram”, afirma, empolgada. “Parece mais eficaz que a academia.” Por trabalhar na região da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, ela tem o lugar como um refúgio na hora do almoço. “Venho ler livros aqui.”

Outro oásis equestre na cidade é o Parque da Água Branca. O local atrai 150 aprendizes no curso dado pela escola Altamira Vivências. Esse número é 20% maior do que há dois anos. “Muitas pessoas chegam sem nunca ter visto um cavalo ao vivo”, afirma a proprietária, Cristina Cintra do Prado. “Mas em pouco tempo se familiarizam com o animal e ganham disciplina e concentração.” Estima-se que sejam necessários de dois a seis meses de aula para dominar as rédeas da equitação. Ou seja, trotar, galopar e conduzir com segurança.

Ao longo desse processo, é preciso adquirir capacete, culote e bota. Há dois meses frequentador das aulas do parque, André Fidelis, de 12 anos, já possui a indumentária completa. “Aprendi rápido a montar”, diz o garoto, que salta ao lado de sua irmã Rachel, de 9 anos. A dupla de ginetes mirins pediu um cavalo de presente de Natal. “Vou pagar entre 800 e 2 000 reais”, afirma o pai, o professor de história Alexandre Fidelis. “Parte será descontada da mesada deles.”

Mario Rodrigues

Pronto para saltar: Rodrigo Sarmento

Pronto para saltar: Rodrigo Sarmento, no torneio Grand National, em Indaiatuba, que distribuiu 360 000 reais em prêmios

O hobby, no entanto, pode virar coisa séria. Sem ser sócia de nenhuma hípica, Maria Luiza Giugni, de 17 anos, pratica desde os 7 o volteio, modalidade que parece uma ginástica olímpica sobre o lombo de um cavalo. Hoje, treina pela escola do Clube Hípico de Santo Amaro — o título de sociedade da entidade sai por 50 000 reais. “Esse esporte é minha grande paixão”, conta ela, filha do dentista e atual presidente da Confederação Brasileira de Hipismo, Luiz Roberto Giugni.

A estudante do último ano do ensino médio do Colégio Santa Cruz treina diariamente, exceto às quintas. “Preciso sincronizar meus movimentos com o cavalo à música da apresentação. Isso requer muita prática.” O esforço lhe rende resultados: a jovem integra a equipe brasileira de hipismo. “Representei o país nos últimos Jogos Equestres Mundiais, ocorridos em outubro em Kentucky, nos Estados Unidos.”

Entre instrutores e técnicos, há o consenso de que os amadores são os responsáveis pela pujança do esporte. Veterinária paulistana especializada em equinos, Priscila Azevedo e sua equipe tratam cerca de 2 000 bichos por mês. “Nunca vi esse mercado tão aquecido.” Priscila diz que sua clientela aumentou 30% nos últimos quatro anos. “Há cada vez mais torneios de olho na nova turma de cavaleiros.”

Entre eles está o Grand National, realizado no último fim de semana de outubro e no primeiro de novembro no Helvetia Riding Center, em Indaiatuba. Com 1 milhão de reais investidos em estrutura, foi a maior competição do circuito nacional. Reuniu 410 cavalos na disputa de 21 categorias na modalidade de salto. Foram distribuídos 360 000 reais em prêmios. As grandes estrelas do evento ficaram em cocheiras de 9 metros quadrados feitas de material sem pontas. Todos os animais chegaram em caminhões especialmente desenvolvidos para transportá-los. Alguns são equipados com ar-condicionado e sistema de som, para combater o stress da viagem.

Em eventos de grande porte, os cavalos são tratados a pão de ló. Os animais de competição custam entre 116 000 e 700 000 reais. Em geral, têm nacionalidade alemã, belga ou holandesa. Chegam ao país de avião. Com manutenção estimada em 4 000 reais por mês, eles pesam de 550 a 650 quilos, consomem entre 4 e 6 quilos de ração e até 10 quilos de feno por dia, além de tomar 50 litros de água diariamente. Esse valor pode ser maior se massagem e acupuntura fizerem parte de sua rotina.

Isso não quer dizer que apenas os (muito) ricos montam nos supercavalos. Patrocinado pelo haras Império Egípcio, em Cotia, o treinador Cesar Almeida foi quem venceu a principal prova do Grand National. Por não fazer nenhuma falta nas três pistas do Grande Prêmio, embolsou 36 000 reais. “Esse cavalo, o Misteur, veio de Portugal há apenas trinta dias”, conta. “Ganhei mesmo sem termos treinado muito tempo juntos.”

Fernando Moraes

A estudante Fiammetta Varoli e seu cavalo de 370 000 reais

A estudante Fiammetta Varoli e seu cavalo de 370 000 reais: treino individual em picadeiro de 4 200 metros quadrados na Paulista

Considerada o baluarte do esporte brasileiro, a família Carvalho conquistou prêmios, prestígio e dinheiro nesse ramo. Presente no Pan-Americano de Caracas, em 1983, e na Olimpíada de Los Angeles, em 1984, o patriarca Caio é um dos instrutores mais conhecidos do país. Sua mulher, Patrícia, organiza boa parte dos eventos nacionais. Seu filho mais velho, José Luiz, e o sobrinho José Roberto treinam cavalos e atletas. Cobram por volta de 1 200 reais por mês e muitas vezes são incumbidos de viajar para a Europa com a missão de comprar animais para os alunos.

Foram os Carvalho que conceberam o centro equestre do Condomínio Haras Larissa, propriedade de Álvaro Coelho da Fonseca, em Monte Mor. “Sem sombra de dúvida, esse tipo de empreendimento atrai compradores”, afirma o empresário. “Temos 104 cocheiras, maternidades para cavalos, entre outras opções para agradar aos amantes do hipismo.”

Localizada em Porto Feliz, a Fazenda Boa Vista, da incorporadora JHSF, é mais uma que investiu pesado nesse segmento: 10 milhões de reais para montar o centro, que só de área coberta tem 10 000 metros quadrados. “O projeto é do arquiteto Isay Weinfeld”, destaca o presidente da empresa, José Auriemo Neto. “Temos quatro picadeiros, e serão construídas 230 cocheiras.” Requinte dos requintes, em outubro de 2011 o local sediará o primeiro evento hípico da Hermès no Brasil. Os condomínios Quinta da Baroneza, em Bragança Paulista, Terras de São José, em Itu, e Serra Azul, em Itupeva, também têm entre seus atrativos centros hípicos. Montaria, definitivamente, virou pop.

PARA CAVALEIROS E AMAZONAS ESPECIAIS

Mario Rodrigues

Francine Otte Lima

Francine Otte Lima: aulas de equoterapia duas vezes por semana

Tratamento que utiliza o cavalo como recurso terapêutico, a equoterapia auxilia na locomoção e na socialização de atletas com problemas físicos ou mentais

Duas vezes por semana, a vaidosa Francine Otte Lima, de 15 anos, faz aulas de salto em vara no chão. Com colete de proteção e capacete, ela prende o cabelo com um elástico de algodão lilás, mesma cor da armação de seus óculos do esmalte que enfeita suas unhas. Esse é o ritual realizado antes de montar na égua Índia, de 19 anos. “Esse animal é danado”, diz a amazona, enquanto alisa a crina de sua parceira. “Anda veloz demais.”

Portadora de síndrome de Down, a adolescente integra o grupo de 110 alunos, a partir de 2 anos de idade, das aulas de equoterapia ministradas pela escola Freedom Ride na Sociedade Hípica Paulista (SHP). Trata-se de uma modalidade de fisioterapia realizada com cavalos cujo objetivo é melhorar a coordenação motora de pessoas com necessidades especiais.

Ao contrário da maioria, que chega até lá sob orientação médica, Francine começou a montar por vontade própria há seis anos. Só tem a comemorar. “Além de adquirir tônus muscular, minha filha ficou mais segura”, conta mãe, Angela. “Ela foi campeã em uma prova de plano com vinte pessoas na disputa.” Detalhe: era a única atleta do grupo de equoterapia. A escola recebe alunos pelos mais variados motivos. "Há cadeirantes, autistas, mudos e vítimas de acidente vascular cerebral”, enumera a psicopedagoga Eveline Rezende Cappelle.

As aulas são particulares, em alguns casos com auxílio de três instrutores simultaneamente. Na SHP, o valor da mensalidade é de 584 reais, com encontros semanais de cinquenta minutos cada um. O Clube Hípico de Santo Amaro ( 375 reais), em Santo Amaro, e o Recanto Guarapiranga (300 reais), no Jardim Cruzeiro, também formam cavaleiros e amazonas muito especiais.

GLOSSÁRIO DOS GINETES

■ ADESTRAMENTO
Pode ser comparado a um balé com cavalo. O ginete precisa executar cerca de trinta movimentos em uma pista de 20 por 60 metros quadrados. Postura, submissão do animal e harmonia da dupla estão entre os itens avaliados

■ CONCURSO COMPLETO DE EQUITAÇÃO (CCE)
Modalidade olímpica que reúne as categorias adestramento, salto e cross-country

■ CROSS-COUNTRY
Realizado em área que simula ambiente natural, o cavaleiro deve passar por obstáculos como tanques de água e troncos de árvore

■ PICADEIRO
Local, coberto ou ao ar livre, onde são dadas as aulas de equitação

■ SALTO
Modalidade mais conhecida do hipismo, surgiu da caça à raposa na Europa. Consiste em passar obstáculos de até 1,50 metro de altura e 2,20 metros de largura no menor tempo possível

■ VOLTEIO
Espécie de ginástica artística, exige coreografias feitas sobre o lombo dos cavalos. Três pessoas podem se equilibrar sobre um mesmo animal

PUJANÇA SOBRE QUATRO PATAS

7,3 bilhões de reais é o valor movimentado no mercado equestre brasileiro. São Paulo responde por 63% desse total (4,6 bilhões de reais). O montante contabiliza desde a venda de uma ferradura até cavalos arrematados em leilões

5,8 milhões é o número de cavalos no Brasil, sendo 1 milhão deles animais de competição

3,2 milhões de empregos diretos e indiretos são criados pelo setor no país

116 000 a 700 000 reais, em média, é quanto custa um cavalo de competição, importado de países como Alemanha, Bélgica e Holanda

2 000 pessoas participam de competições de hipismo todos os fins de semana em um raio de 100 quilômetros da capital



PARA SEGURAR AS RÉDEAS

Centros equestres que ensinam hipismo. Valores de mensalidades com uma aula semanal

■ Centro Equestre São Bernardo
Mensalidade: 195 reais (durante a semana) e 244 reais (nos fins de semana)
Matrícula: 150 reais

■ Clube Hípico de Santo Amaro
Mensalidade: 293 reais
Matrícula: 300 reais

■ Clube de Campo da Associação Paulista de Medicina
Mensalidade: 260 reais
Matrícula: gratuita

■ Hípica Capi
Mensalidade: 155 reais (manhã) e 180 reais (tarde)
Matrícula: 95 reais

■ Hípica Manège Alphaville
Mensalidade: 325 reais
Matrícula: 417 reais

■ Parque da Água Branca
Mensalidade: 240 reais
Matrícula: gratuita

■ Recanto Guarapiranga
Mensalidade: 150 reais
Matrícula: gratuita

■ Sociedade Hípica Paulista
Mensalidade: 358 reais
Matrícula: 555 reais

Tags: Hipismo, 2192
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Ela é total" Alexandre Tombini, futuro presidente do BC A missão de Tombini, no entanto, vai além do campo macroeconômico. Ele também terá de provar que não será um presidente de Banco Central fraco, subordinado ao Ministério da Fazenda e aos desígnios da presidente eleita, Dilma Rousseff. Daí a necessidade de reafirmar sua liberdade para agir e decidir. E assim como não existe meia gravidez, também não pode haver autonomia pela metade, como pontuou o novo xerife da autoridade monetária. Alexandre Tombini, que é funcionário de carreira do Banco Central, poderia ter chegado ao topo de sua carreira livre do fardo de ter que provar que é independente. Mas as circunstâncias de sua escolha, lamentavelmente, o levaram a isso. Há pouco mais de uma semana, logo depois da confirmação de Guido Mantega como ministro da Fazenda, fontes próximas ao núcleo da transição vazaram a informação de que o atual presidente do BC, Henrique Meirelles, não seria apenas substituído por Dilma. Sua saída, que poderia ser absolutamente natural, foi tratada como uma demissão. Dilma teria ficado indignada com a suposta insinuação de que Meirelles só continuaria no governo se desfrutasse da mesma autonomia que teve nos oito anos de governo Lula. A partir de então, Meirelles passou a ser rifado dia e noite. “Sempre que alguém no governo tenta impor condições, perde a aposta”, disse à DINHEIRO o experiente economista Delfim Netto. 49.jpg Com os ministros Guido Mantega e Miriam Belchior, Alexandre Tombini irá compor o trio do conselho monetário nacional, que define as metas de inflação. Na foto ao lado, com Henrique Meirelles, de quem foi uma espécie de braço-direito no BC Não se sabe se Meirelles, de fato, tentou exigir qualquer coisa da presidente eleita, Dilma Rousseff. Mas o fato é que a autonomia do Banco Central no Brasil é apenas operacional e ainda não foi institucionalizada na lei – em outros países, como os Estados Unidos, presidentes e diretores têm mandatos fixos e não coincidentes com os dos governantes. Aqui, um chefe do BC pode ser demitido a qualquer momento pelo presidente da República. “Agora, vamos ter uma profecia autorrealizável”, disse à DINHEIRO um influente banqueiro de investimentos. “Como se criou incerteza, os juros no mercado futuro subiram e o Tombini terá que se mostrar mais duro do que seria necessário para se afirmar no BC.” A atual taxa de juros no Brasil é de 10,75%, mas, no mercado futuro, os contratos se aproximaram de 12% ao ano. E isso, em tese, poderia retardar o alcance da meta traçada pela presidente eleita, de atingir juros reais de 2% ao ano – hoje, eles estão próximos a 5,5%. Aos 46 anos, Tombini tem plenas condições de superar a turbulência inicial. Graduado pela Universidade de Brasília e com doutorado em Illinois, nos Estados Unidos, ele é considerado um macroeconomista de formação sólida e é tão ou mais conservador do que Meirelles. Os votos dos dois costumavam estar sempre alinhados nas reuniões do Comitê de Política Monetária. Além disso, no período em que cogitou deixar o BC para se lançar na carreira política, Meirelles sempre demonstrou preocupação em organizar a própria sucessão – Tombini era o seu candidato. “O nome de Tombini significa continuidade da atual gestão, pois ele ajudou a criar o regime de metas. Mas a continuidade não garante o mesmo resultado”, diz Rafael Cortez, analista da consultoria Tendências. Não se trata apenas de vencer o jogo das expectativas no mercado. Tombini também tem o desafio de suceder alguém que ficou oito anos no BC – Meirelles foi o mais longevo presidente da história da instituição – e se tornou um nome praticamente consensual aos olhos dos investidores. Além do mais, os resultados comprovam que sua gestão foi bem-sucedida. Ele herdou uma inflação em 12% e a entrega ao redor de 5%. O risco Brasil caiu de dois mil para os atuais 140 pontos, a moeda nacional se valorizou, o crédito disparou e a valorização dos ativos brasileiros esteve entre as maiores do mundo. 54.jpg Além disso, bom comunicador que é, Meirelles se tornou um protagonista da economia global, recebeu prêmios com frequência de entidades ligadas ao sistema financeiro, passou a dar conferências sobre a crise internacional e hoje integra o conselho do BIS, na Suíça, uma espécie de banco central dos bancos centrais. Tombini é bem mais tímido. Fala baixo, não gosta de conceder entrevistas e nunca divulgou seu currículo ou manteve qualquer perfil em redes sociais – mesmo as de caráter profissional, como o Linkedin. Seus colegas da UnB lembram-se apenas de um bom aluno, mas extremamente quieto e recatado. Flavio Versiani, que foi seu professor na graduação, lembra do futuro presidente do Banco Central como um bom aluno. “Ele se destacava. Lembro que à época me deixou uma impressão muito boa”, conta. O professor se recorda de quando o aluno deixou a Universidade de Brasília para estudar nos Estados Unidos para, depois, voltar à UnB como pesquisador. “Foi um dos que estudaram e teorizaram sobre o regime de metas. É um cara competente”, atesta. Também professor do departamento de economia da UnB, Charles Mueller conheceu Tombini em Illinois, quando o economista fazia seu doutorado na universidade local. “Ele foi considerado um aluno brilhante por lá. É um sujeito competente e de boa índole”, lembra Mueller. 53.jpg No trabalho, é afável, mas reservado e afeito a formalidades com os colegas. Quem já trabalhou com o economista o tem como um profissional meticuloso e flexível, porém firme na cobrança de resultados – sem pendores para arroubos ou grosserias. A padronização das tarifas bancárias, imposta às instituições financeiras pelo BC, a pedido do Ministério Público e de órgãos de defesa do consumidor, é também atribuída a um esforço pessoal de Tombini. “O banco não tinha muita gente interessada no assunto e ele mostrou sensibilidade”, avalia um antigo funcionário do BC. “Ganhou pontos com a ala desenvolvimentista.” Filho de um economista das Nações Unidas, Tombini nasceu na pequena cidade de Encantado, no Rio Grande do Sul, mas passou a infância entre Paraguai, Guatemala, Costa Rica e Chile. Na adolescência, viveu em Porto Alegre, onde seguiu a tradição da família e se tornou torcedor fanático do Internacional. No fim dos anos 70, o pai, Tildo, foi trabalhar em Brasília e levou a família. Tombini ficou na capital, onde se formou em economia em 1984. Foi durante a temporada nos Estados Unidos que conheceu a americana Michele, com quem se casou. Eles têm dois filhos, hoje com 13 e 9 anos. No dia em que foi escolhido para o posto mais importante da sua carreira até agora, Tombini seguiu uma rotina normal: chegou à sede do Banco Central pouco depois das 9 horas e teve reuniões internas. 50.jpg Sede do BC, em Brasília Tombini chefiará 4,7 mil funcionários e estará à frente da política de aplicação das reservas de US$ 285 bilhões No meio da tarde, seguiu para o Centro Cultural Banco do Brasil, onde pouco antes das 17h fez um curto discurso. Com voz suave e em tom baixo, relatou uma conversa que teve com a presidente eleita, Dilma Rousseff, quando ela lhe garantiu que está comprometida com a autonomia operacional do Banco Central. Depois, voltou ao banco e continuou a trabalhar com a discrição de sempre. Sua indicação também representa uma vitória institucional – é a primeira vez que o BC tem uma diretoria formada exclusivamente por quadros de carreira, como ocorre em bancos centrais de muitos países de moeda forte, como o Bundesbank, da Alemanha. Tombini ainda terá que ser sabatinado pelo Senado, mas sua aprovação é tida como certa. Como guardião da moeda brasileira, ele terá que trazer o IPCA de novo ao centro da meta de 4,5%. O IGPM, anualizado, já aponta para uma inflação próxima a 10% ao ano, um território bem mais perigoso. “Os dados vêm mostrando que a alta não é só dos alimentos, mas há também uma piora nos núcleos, reflexo de inflação de demanda”, disse à DINHEIRO a economista-chefe no Brasil da RBS Global Banking & Market, Zeina Latif. O relatório Focus, resultado de pesquisa semanal do Banco Central com economistas do mercado financeiro, mostra alta na expectativa de inflação para este ano há dez semanas consecutivas. Em 17 de setembro, os analistas projetavam um IPCA de 5,01% neste ano. No dia 19, havia subido para 5,58%. No acumulado de 12 meses até outubro, o índice ficou em 5,20%. 55.jpg “A indústria está trabalhando com taxas de ocupação elevadas, e ainda temos desemprego baixo e massa salarial em expansão”, diz Aquiles Rocha de Farias, professor de economia e mercado financeiro do Ibmec. Ele aposta que na reunião de dezembro, que ainda será presidida por Meirelles, o Copom deverá aumentar a taxa de juros para atacar a inflação e reafirmar sua independência. O economista e consultor Roberto Troster também defende uma elevação da taxa de juros na última reunião do Copom no ano, logo no início de dezembro. “Quanto mais cedo se sofre, menor é o custo da alta. E Tombini assume com menos pressão”, considera. Mas nem todos têm a mesma expectativa. “O novo Banco Central terá o suporte político para elevar a taxa de juros nos primeiros meses do próximo governo?”, indaga Marcelo Salomon, economista-chefe para o Brasil do Barclays. O economista Delfim Netto, por sua vez, aposta que o “pudim de coco” está chegando ao fim. Ele se refere ao longo ciclo que o Brasil viveu como o País das mais altas taxas de juros do mundo. “Os investidores terão que começar a ganhar a vida honestamente”, diz ele. Na prática, Tombini terá de se equilibrar entre as expectativas dos que esperam um BC mais alinhado com o compromisso de reduzir os juros e daqueles que se dizem assustados com o ritmo da inflação. E sua credibilidade será construída mais pelas ações do que pelas palavras. Com reportagem de Guilherme Queiroz e Rodolfo Borges Eles têm a missão de gastar (um pouco menos) Guilherme Queiroz e Rodolfo Borges “É possível fazer mais com menos”, resumiu Miriam Belchior, na tarde da quarta-feira 24, quando foi apresentada como ministra do Planejamento do governo Dilma. A frase resume o tom de moderação nos gastos adotado pela equipe econômica do governo Dilma. A ordem é “pesar a mão” na contenção de despesas de custeio e liberar orçamento para investimentos e obras incluídas no PAC. A parcimônia inclui dois órgãos tradicionalmente gastadores: o Planejamento, que agora vai gerenciar as obras do PAC, com orçamento de R$ 1,59 trilhão até 2014, e o BNDES, financiador da política industrial do governo, que até outubro deste ano liberou R$ 140,9 bilhões. 51.jpg Miriam Belchior: À frente do Orçamento e com o cofre do PAC O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, vai continuar no comando da instituição, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já avisou que o banco terá menos recursos do Tesouro. “Com isso, estamos abrindo espaço para que o setor privado possa fazer empréstimos de longo prazo”, disse Mantega, durante a apresentação da equipe na quarta-feira 24. O ministro calcula que o corte de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2011 vai reduzir em pelo menos R$ 50 bilhões os repasses ao banco de desenvolvimento, que foi capitalizado em R$ 180 bilhões nos últimos dois anos. “Essa diminuição criará condições para queda mais rápida da taxa de juros”, completou. Depois de coordenar o PAC na Casa Civil, Miriam muda de cargo levando de baixo do braço a carteira de projetos para o Planejamento. Apesar de os investimentos do PAC serem prioridade nos gastos do governo, que pretende dobrar até 2014 a atual taxa de investimento público de 2,2%, ela também prometeu um esforço para segurar os gastos com a máquina administrativa. “Vamos ser parceiros da Fazenda na consolidação fiscal”, prometeu a futura ministra. 52.jpg Luciano Coutinho: Ele já foi avisado de que o BNDES terá menos recursos A indicação de Antônio Palocci para a Casa Civil, que até a noite da quinta-feira 25 ainda não havia sido confirmada oficialmente, reforça a percepção de contenção de gastos no futuro governo. Embora desidratado de algumas de suas funções atuais, como a coordenação do PAC, o posto deve conferir a Palocci a condição de homem forte do governo, encarregado da coordenação política e da relação da futura presidente com partidos aliados e da oposição. Tarefas que ele já vem desempenhando no período de transição.
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